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Internet for Políticos

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As pessoas na área de informática geralmente conhecem aquela série de livros “for dummies”. Poderiam criar um nível inferior de livros de informática “for políticos”.

Nos últimos dias estamos vendo os políticos decidirem “barbaridades” a respeito da internet sem saber do que se trata. Por exemplo:

  • Estão tratando a Internet como se fosse televisão, proibindo que sites políticos estejam no ar no dia da eleição. Segundo o Sérgio Amadeu, “Um dia antes das eleições, você pode receber uma carta pelo correio contendo as cédulas com o número do candidato. Você pode usar uma camiseta com o nome e o número de seu vereador no próprio dia da votação. Você pode ir ao comitê do seu candidato para pegar o número dele ou um folheto qualquer para levar para sua amiga ou amigo, também no dia do pleito. Entretanto, os candidatos não podem manter seus sites no dia das eleições.”
  • Estão restringindo os blogs (até pessoais) sobre o que escrever ou não sobre política, como se fossem parte da imprensa. Por que devemos cumprir as obrigações de imprensa mas não podemos usufruir dos benefícios que a imprensa tem? (Não que eu queira atuar como imprensa, mas não queria pagar por isso). Segundo o Efetividade.net, “Mesmo quem tem um blog pessoal, com poucos acessos, deve tomar alguns cuidados, advertem os advogados.”
  • Precisa falar da Lei Azeredo? Só uma citação do PSL-Brasil: “Evidentemente, fico feliz que uma pessoa envolvida com o Valerioduto me considere um cidadão de má-fé por apontar a ignorância de um projeto do Senado, com o único objetivo de manter o Brasil ao menos na lanterna do mundo civilizado em termos de acesso às redes digitais. Fica mais chato para o Azeredo chamar um cidadão de “pessoa de má-fé” em um e-mail endereçado a outros senadores.”

Fico pensando, se os políticos empregam milhares de cabeças-de-bagre como assessores e os tornam milionários, será que não seria interessante decretar que cada político tivesse que contratar pelo menos um cabeça-de-bagre assessor que entendesse de informática. Talvez a pessoa ter uma capacitação justificasse um pouco o absurdo que eles ganham.

Falando nisso, recomendo muito que assistam ao filme Man of the Year (que algum político conseguiu fazer com que traduzissem para “Candidato Aloprado”, fazendo cair o interesse pelo filme por parecer nome de filme da sessão da tarde), que é um filme excelente com o Robbin Willians interpretando um comediante que é eleito como presidente dos EUA. Nota: o filme traz uma crítica interessante às urnas eletrônicas.

A Internet está se movimentando, mas os políticos, aparentemente, não querem dar atenção. Nosso papel é não parar de falar e aproveitar o ano eleitoral para trocar todos os políticos que conseguirmos.

Senado Federal: justificativa!

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Muita gente está espantada com o caso do <ironia>enorme</ironia> banner que o senado está pagando 48mil/mês para que seja exibido…

Mas a justificativa é simples. Pense bem, qual o preço você aceitaria para acabar com a credibilidade se seu site ligando ele ao site do senado através de um banner? Afinal, “dize-me com quem linkas que eu te direi se acredito em você”…

Bom, deixando a brincadeira de lado, se você não sabe sobre esse absurdo, veja os links abaixo (aproveitei a lista que o Terramel fez):

Correções no tema do blog

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Desde que atualizei o tema do blog ele contava com inúmeros erros de validação XHTML e CSS que eu sempre deixava para depois…

Como hoje achei que ia dar aula, mas descobri que as aulas só voltam amanhã, resolvi corrigir isso de vez.

A única alteração no visual foi a inserção do link para meu blog em inglês… Mas quem mexe com páginas sabe o alívio que dá corrigir o código.

Como se proteger… da polícia

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Acredito que todos estão sabendo dos fatos lamentáveis executados pela polícia recentemente. Hoje pela manhã ouvi a notícia de que aqui no Paraná a polícia também abriu fogo brutalmente contra um carro por achar que fossem bandidos no automóvel.

Quer dizer que agora, mais do que nunca, você não pode ter um carro igual ao de todo mundo. A solução é deixar o bom gosto de lado e adesivar o seu carro para que não seja confundido de forma alguma:

Uma boa sugestão para adesivo é colocar um “Não sou bandido! Não atire!”, o problema é que se esse funcionar os bandidos também vão copiar a idéia…

Ou ainda, você pode encher o carro daqueles adesivos do Ubuntu que vêm junto com os CDs e que você acaba não usando, afinal todo mundo sabe que bandidos usam Slackware e não o Ubuntu… :)

Obs: É óbvio que esse post é apenas uma crítica ao nível do absurdo da violência…

Começou a festa…

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Baseado em minha experiência pessoal das últimas eleições, quero deixar uma dica:

Se você vir um carro todo adesivado com o nome de um candidato, dê passagem. Esses são os mais barbeiros…

CESoL-CE inicia chamada de trabalhos

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Está aberta a chamada de trabalhos para o Congresso Estadual de Software Livre do Ceará (CESoL-CE), que acontece de 19 a 23 de Agosto, no Campus do Pici da Universidade Federal do Ceará, em Fortaleza (CE). Realizado desde 2006 com o nome Semana do Software Livre (SESoL), o evento conquistou – ao longo de três edições realizadas – participantes interessados em diversas áreas, tais como: Cultura Livre, Inclusão Digital, Robótica Livre, Meta-Reciclagem, dentre outros. Para contemplar todo este público foi necessário ampliar a grade de programação do evento e expandir o seu porte, transformando-o em Congresso.

Com o tema “Cultura Livre e Difusão do Conhecimento”, o I CESoL vai oferecer aos participantes uma vasta programação, que conta com sub-eventos relacionados às mais variadas áreas do conhecimento. Entre os destaques deste ano, podemos apontar a II Olimpíada Nacional de Robótica Livre; a Olimpíada de Inteligência Artificial Aplicada; a Maratona de Programação Livre, a Tenda de Jogos Livres e a Tenda Hacker, onde ocorrerá o Festival de Desenvolvimento Livre e a Maratona de Segurança.

As inscrições de trabalhos para a edição 2008 do Congresso englobam as seguintes trilhas de submissão:

  • Governo e Software Livre;
  • Inclusão Digital;
  • Educação;
  • Administração e segurança de sistemas;
  • Desenvolvimento;
  • Ecossistema do Software Livre;
  • Jogos;
  • Multimídia;
  • Meta-reciclagem;
  • Desktop;
  • Economia Solidária;
  • Cultura.

Os interessados em participar do evento devem submeter os trabalhos até o dia 18 de Julho de 2008.
Para mais informações acesse: http://www.cesol.ufc.br

Graças a mim, o Firefox atingiu a marca de 8.002.530 de downloads

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Recebi hoje um e-mail do Firefox confirmando que eles entraram para o Guinness com a marca de 8.002.530 de downloads em 24 horas.

Relembrando, se você participou, imprima o seu certificado, se quiser.

Mas e aí, por que eu escrevi que foi “graças a mim”? Bom, se não fosse eu, o Firefox não tinha atingido 8.002.530, e sim 8.002.528 (um download em casa e outro no notebook)… Não que precisassem dos meus dois downloads para entrar no Guinness, mas, como me disseram no e-mail, alcançaram o recorde “com a sua ajuda”, ou seja, minha ajuda. :)

Software proprietário nas urnas eletrônicas

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Faz um tempinho que escrevi o rascunho deste post. Estava querendo colocar umas ilustrações e tal… Mas o post do Cesar Cardoso me incentivou a publicar…

Há um tempo atrás foi divulgado que as urnas eletrônicas brasileiras utilizarão o Linux como sistema operacional. Um grande passo para segurança contra ameaças externas. Mas como podemos garantir que não há ameaças internas?

As pessoas têm divulgado que agora as urnas contam com software livre, pois usam linux, mas ninguém fala especificamente sobre o software da urna (que recebe os votos, faz a contagem, etc). Ele também é livre? Se é, onde está o código? Quem tem acesso?

Vejamos o seguinte exemplo. Quando votávamos utilizando cédulas em papel o processo era o seguinte: os votos eram depositados nas urnas e depois contados, com uma “pequena multidão” acompanhando o processo, vendo se a contagem estava ocorrendo de forma correta.

Quando votamos em urnas eletrônicas, o processo de votação é parecido: colocamos nossos votos em urnas, estas eletrônicas. Porém a contagem fica a cargo de um grupo de programadores que fez o programa de contagem. Não podemos verificar, pois o software não é de código aberto.

Quando eu estava escrevendo esse post, através de uma busca cheguei em um artigo de 2002, onde o outor dizia:

O artigo nº 66, da lei 9504, de 1997, garante que os partidos têm o direito de conhecer, antecipadamente, “os programas de computador a serem usados na urna eletrônica”. No entanto, só neste ano a lei foi cumprida, com os fiscais de todos os partidos tendo acesso, por cinco dias, ao código fonte dos programas e podendo acompanhar o processo de compilação do software. (…) o tempo de cinco dias é pequeno para realizar a fiscalização completa.

Por isso o autor do texto acima e eu (e várias outras pessoas) defendemos o uso de software livre em urnas eletrônicas, não somente como o sistema operacional, mas o próprio software que faz a interface com o eleitor, a contagem de votos e a criptografia dos dados. Assim poderemos retomar a fiscalização exercida por uma “pequena multidão”.

“A natureza do sistema eleitoral determina que a segurança deve ser medida pela transparência. O sigilo eleitoral deve se restringir apenas à identificação da natureza do voto”.

Retomando a idéia do Cesar Cardoso, infelizmente nem o fato de ser código aberto a todos garante que o software que estará na urna no dia da eleição é o mesmo divulgado. Precisamos do “papelzinho” (leia o post citado pra entender melhor).

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