Infelizmente não vivemos em uma democracia (sistema onde o povo governa), mas sim em uma politicocracia. Pensei estar inventando este termo, mas o Google conhece várias páginas que já o usam.

Em nossa politicocracia não votamos em pessoas, votamos em rostos.

Como assim?

Nós conhecemos os políticos apenas pelos rostos que vemos nos santinhos e no horário político. E, infelizmente, o rosto provavelmente vai ser a única diferença dos candidatos eleitos para os anteriores: veremos rostos diferentes dizendo as mesmas barbaridades que ouvimos todos os anos.

Vivemos em uma politicocracia selvagem, que engole todos os que tentam fazer algo e os torna apenas políticos como todos os outros, conhecidos então como “Vossa Excelência” – título mais importante que o caráter. A regra é: fazer leis opostas às leis dos partidos de oposição e barrar as propostas de adversários, não importando as vontades e direitos do povo.

Aliás, quem é esse tal de povo? Acho que essa palavra só é lembrada em ano eleitoral.

Enquanto isso a politicocracia decide que figurões envolvidos com a podridão política não pode ser algemada, só os ladrões de galinha.

Então não há solução? Não vale a pena saber de política?

Pelo contrário. Saiba, conheça, investigue e não acredite em tudo o que eles dizem. Robin Willians, no filme The Man of The Year, disse: “Políticos são como roupas íntimas: devem ser trocados sempre e pelos mesmos motivos”.

A minha aposta é em uma renovação. Faça o possível para trocar todos os vereadores e prefeitos de sua cidade. E, acima de tudo, fique de olho neles.

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