Arquivo da tag: brasil

Como se proteger… da polícia

Acredito que todos estão sabendo dos fatos lamentáveis executados pela polícia recentemente. Hoje pela manhã ouvi a notícia de que aqui no Paraná a polícia também abriu fogo brutalmente contra um carro por achar que fossem bandidos no automóvel.

Quer dizer que agora, mais do que nunca, você não pode ter um carro igual ao de todo mundo. A solução é deixar o bom gosto de lado e adesivar o seu carro para que não seja confundido de forma alguma:

Uma boa sugestão para adesivo é colocar um “Não sou bandido! Não atire!”, o problema é que se esse funcionar os bandidos também vão copiar a idéia…

Ou ainda, você pode encher o carro daqueles adesivos do Ubuntu que vêm junto com os CDs e que você acaba não usando, afinal todo mundo sabe que bandidos usam Slackware e não o Ubuntu… :)

Obs: É óbvio que esse post é apenas uma crítica ao nível do absurdo da violência…

Software proprietário nas urnas eletrônicas

Faz um tempinho que escrevi o rascunho deste post. Estava querendo colocar umas ilustrações e tal… Mas o post do Cesar Cardoso me incentivou a publicar…

Há um tempo atrás foi divulgado que as urnas eletrônicas brasileiras utilizarão o Linux como sistema operacional. Um grande passo para segurança contra ameaças externas. Mas como podemos garantir que não há ameaças internas?

As pessoas têm divulgado que agora as urnas contam com software livre, pois usam linux, mas ninguém fala especificamente sobre o software da urna (que recebe os votos, faz a contagem, etc). Ele também é livre? Se é, onde está o código? Quem tem acesso?

Vejamos o seguinte exemplo. Quando votávamos utilizando cédulas em papel o processo era o seguinte: os votos eram depositados nas urnas e depois contados, com uma “pequena multidão” acompanhando o processo, vendo se a contagem estava ocorrendo de forma correta.

Quando votamos em urnas eletrônicas, o processo de votação é parecido: colocamos nossos votos em urnas, estas eletrônicas. Porém a contagem fica a cargo de um grupo de programadores que fez o programa de contagem. Não podemos verificar, pois o software não é de código aberto.

Quando eu estava escrevendo esse post, através de uma busca cheguei em um artigo de 2002, onde o outor dizia:

O artigo nº 66, da lei 9504, de 1997, garante que os partidos têm o direito de conhecer, antecipadamente, “os programas de computador a serem usados na urna eletrônica”. No entanto, só neste ano a lei foi cumprida, com os fiscais de todos os partidos tendo acesso, por cinco dias, ao código fonte dos programas e podendo acompanhar o processo de compilação do software. (…) o tempo de cinco dias é pequeno para realizar a fiscalização completa.

Por isso o autor do texto acima e eu (e várias outras pessoas) defendemos o uso de software livre em urnas eletrônicas, não somente como o sistema operacional, mas o próprio software que faz a interface com o eleitor, a contagem de votos e a criptografia dos dados. Assim poderemos retomar a fiscalização exercida por uma “pequena multidão”.

“A natureza do sistema eleitoral determina que a segurança deve ser medida pela transparência. O sigilo eleitoral deve se restringir apenas à identificação da natureza do voto”.

Retomando a idéia do Cesar Cardoso, infelizmente nem o fato de ser código aberto a todos garante que o software que estará na urna no dia da eleição é o mesmo divulgado. Precisamos do “papelzinho” (leia o post citado pra entender melhor).

Pior que a Seleção, só o Galvão

Hoje li um post do Cesar Cardoso, onde ele sugere mandar o Galvão para a seleção. “Já que ele palpita sobre tudo e todos, vamos deixar ele palpitar diretamente na escalação da seleção de uma vez por todas?”

Através desse post, cheguei ao blog do Paulo Henrique Amorim, que fez a mesma sugestão antes. Ainda, escreveu um post muito bom, após o jogo contra o Paraguai, com o título “Pior que a Seleção, só o Galvão” (título que eu copiei descaradamente 😉 ). Vale a pena ler o post do Paulo Henrique Amorim. Veja um pedaço:

O time do Paraguai tem dois jogadores: o Roque Santa Cruz, que fez o primeiro gol, e o Cabañas, que fez o segundo gol. O resto é anônimo: “bola na área do Brasil”, “lá vem o Paraguai”, “olha o cruzamento”, “na trave !” (quem chutou, não se sabe), “não é que o Paraguai jogue bem, o Brasil é que está mal”, “o futebol brasileiro sempre foi um futebol de talento” (é o que se vê…), “vem para área”, “precisa de mais um de criação e menos um de marcação” (?), “olha o Paraguai chegando”, “bola na área brasileira”, “cruzamento … é como eles gostam”

Acho que a melhor coisa que o Galvão faz é divertir as pessoas no youtube

PS: No jogo Brasil X Canadá, teve uma pérola que minha esposa viu e eu não vi… O Galvão disse: “Esta é a quarta falta do jogo. Duas para o Brasil e três para o Canadá.” Pena que não tenho o vídeo para provar…

CPMF, IOF… E daí?

Real

Caiu a CPMF, mas aumentou o IOF… O que isso significa?

O que se vê na TV é uma sensação de: “Governo malvado! Aumentou o IOF!” Cheguei até a ver uma mulher no jornal dizendo que queria comprar um notebook, mas desistiu porque aumentou o IOF. Bom, segundo o mesmo jornal, uma compra de R$1500,00 (valor de diversos notebooks) parcelada em 12x (ou 18x, não lembro) fica R$36,00 mais cara. Isso é motivo suficiente pra desistir de uma compra?

Mas vamos analisar…

Pontos Positivos

Apesar de eu concordar que a CPMF era mais justa por tirar um pouco de todo mundo e proporcional, o IOF chega perto disso. Também é proporcional às movimentações financeiras e ainda não vai atingir a todos diretamente. Está sendo difundido que se você faz compras com cartão de crédito você vai ter um aumento nas contas, mas isso é verdade apenas parcialmente. Se você usa cartão de crédito, mas paga o valor total da fatura (meu caso e de muitas pessoas), não vai sentir o IOF, que cai sobre quem vai deixando a dívida pra frente.

Além disso, apesar de o imposto ter subido de 1,5% para 3%, em muitos casos você não vai pagar mais do que pagava com a CPMF, pois essa pegava todas as suas movimentações financeiras.

Outro ponto extremamente positivo é o fato do governo estar cortando gastos (coisa inesperada sabendo que se tratam de políticos).

Pontos Negativos

Não serão abertos concursos públicos, nem haverá reajuste salarial para funcionários públicos (apesar de estar mantido o aumento do salário mínimo) para cortar despesas. Se é para cortar despesas porque não cortam o 14º e o 15º salários dos deputados e senadores, além dos auxílios palitó e etc.? Sem contar que está nos planos do congresso (ou senado, não lembro) equiparar os salários deles de 15 mil aos salários de 24 mil dos ministros. Imagina a economia que seria se os deixassem com um salário (extremamente alto para a função) de 8 mil?

Minha dica é que você também não deixe esse assunto quieto. Felizmente ano de olimpíadas desvia menos a atenção do que ano de copa do mundo. Fiquemos de olho e “boca no trombone”.

Me ajude a ganhar um notebook
http://eeepc.andrenoel.com.br/