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Lista completa de políticos honestos no Brasil

O Brasil inteiro está pedindo para que aprovem a lei que autoriza só quem é ficha limpa se candidatar. Porém, como acho que isso não será colocado em prática pelo menos até a copa de 2018, resolvi eu mesmo fazer o trabalho pesado e fiz uma listagem completa com todos os políticos honestos do Brasil.

Entende-se por honesto aquele político que, além de ter a ficha limpa, cumpre todas as promessas de campanha, não aceita suborno ou mensalões, não contrata parentes, não legisla em benefício próprio e não usa o seu cargo político apenas para enriquecer, mas está realmente preocupado com a população.

Segue a lista:

Fica então a minha dica. Não esqueça de imprimir a lista acima para levá-la com você na hora da eleição.

Vamos promover os políticos honestos desse país!

Eu votei nele!

Antes, veja o vídeo:

Podem falar mal o quanto for, mas ele fez muito pelo país, pela situação financeira, pelo reconhecimento fora e pelo software livre. Me admira um presidente que reconhece que não entende os termos técnicos, mas que vê com clareza as vantagens. Concordo que ele pisou na bola nesse rolo do Sarney, mas ele ainda é um presidente único. Um abraço, presidente.

Aproveitando, aqui no Paraná também temos que reconhecer o que o Requião faz pelo software livre (esse só votei no segundo turno). A abertura ao software livre e o apoio à Celepar, que tem “exportado” software livre para o país inteiro, até compensam o fato de ele ser meio doido…

Sei que política é algo polêmico, mas como disse uma vez um amigo: estou aberto a xingamentos.

A cara do Brasil

brasil

O texto abaixo é de autoria da jornalista Delis Ortiz (Rede Globo) e foi publicado na Revista Ultimato nº 317, de fevereiro de 2009. Vale a pena.

Outro dia, ao chegar ao Rio de Janeiro, tomei um táxi. O motorista, jeito carioca, extrovertido, foi logo puxando papo, de olho no retrovisor.

— A senhora é de Brasília, não é?

— Sim — respondi.

— É, eu a reconheci. E como é que a senhora aguenta conviver com aqueles ladrões lá do Planalto Central? Não deve ser moleza.

O sujeito disparou a falar de políticos, do tanto que eles são asquerosos, corruptos… Desfiou um rosário de adjetivos comuns à politicagem nacional.

Brasília é o palco mais visível dessas mazelas e nem poderia deixar de ser. Afinal, o país inteiro olha para lá. O taxista era só mais um crítico, aparentemente atento. E ele sabia dar nomes aos bois que pastavam tranquilamente no orçamento da união, que se espreguiçavam impunemente sob a sombra da imunidade parlamentar ou de leis feitas em benefício próprio. E que, de tempos em tempos, se refrescavam nas águas eleitoreiras.

O carro seguia em alta velocidade; a distância parecia esticada. Vi uma bandeira três em disparada.

Lá pelas tantas, quando já estávamos dentro de um segundo túnel escuro, o condutor falante sugeriu um “dia sem corrupção”.

— Já pensou — disse ele — se uma vez por ano esses homens não roubassem?

— Interessante — a exclamação me escapou aos lábios.

— Sim — continuou entusiasmado –, seria uma economia e tanto.

Nessa hora, me dei conta de que estávamos percorrendo o caminho mais longo para o meu destino. Chegava a ser irracional a quantia de voltas para acertar o rumo. Deixei.

— Os economistas comentam — tagarelava ele — que somos um país rico. Não deveria existir déficit da previdência, os impostos nem precisariam ser tão altos, o serviço público poderia ser de primeira. O problema é que quanto mais se arrecada, mais escorre pelo ralo, tamanha a roubalheira.

Tão observador, será que ainda se lembrava em quem tinha votado para deputado ou senador na última eleição? Fiz a pergunta e, depois de algum silêncio, a resposta foi não. Pena.

Caímos num engarrafamento, cenário perfeito para aquele juiz de plantão tecer mais comentários sobre o malfeito.

— Veja como são as coisas, os riquinhos ociosos da Zona Sul, que deveriam pensar em quem tem pressa, acham que são os donos do pedaço e vão embicando seus carros, furando fila, costurando de uma faixa a outra, querendo levar vantagem. A gente, que é motorista de táxi, tem que ficar atento, porque os guardas estão de olho, qualquer coisinha eles multam. Mas eles fazem vista grossa para as vans que transportam pessoas ilegalmente. Elas param onde querem, estão tomando os nossos passageiros. Como não tem ônibus para todo mundo e táxi fica caro, muita gente prefere ir de van.

Por falar em “caro”, a interminável corrida já estava me saindo um absurdo… Resolvi pontuar algumas coisas.

— Por que o senhor escolheu o caminho mais longo?

Ele tentou se justificar:

— É que eu estava fugindo do congestionamento.

— Mas acabamos caindo no pior deles — retruquei. E por que o senhor está usando bandeira três se não tenho bagagem no porta-malas nem é feriado hoje? — continuei questionando.

Ele disse que estava na três para compensar a provável falta de passageiro na volta. Claro que não, eu sabia.

Finalmente, consegui chegar ao endereço pretendido. Fiz mais um teste com o “probo” cidadão: paguei com uma nota mais alta e pedi nota fiscal. Ele me devolveu o troco a menos e disse que o seu talão de notas havia acabado.

— Veja como são as coisas, seu moço — emendei. O senhor veio de lá aqui destilando a ira de um trabalhador honesto. No entanto, se aproveitou do fato de eu não saber andar na cidade, empurrou uma bandeirada, andou acima da velocidade permitida, furou sinal, deu voltas, fingiu que me deu o troco certo e diz que não tem nota fiscal!

O brasileiro esperto quis interromper, mas era minha vez de falar.

— O senhor acha mesmo que ladrões são aqueles que estão em Brasília? Que diferença há entre o senhor e eles?

Eu sabia que estava correndo risco de uma reação violenta, mas não me contive. Os “homens” do Planalto Central são o extrato fiel da nossa sociedade. Quantos taxistas desse porte vemos dirigindo instituições? Bons de discursos… Na prática…

Desembarquei com a lição latejando em mim. Quantas vezes, como fez esse taxista, usamos espelho apenas como retrovisor para reter histórias alheias? Nossas caras, tão deformadas, tão retocadas, tão disfarçadas, onde estão? Onde as escondemos que não aparecem no espelho?

Sem a verdade que liberta, jamais estaremos livres de nós mesmos. Ainda sonho com um Brasil de cara nova… A começar por minha própria cara.

  • Delis Ortiz é jornalista, repórter especial da TV Globo, em Brasília. É mãe de Brenda e Bianca, e avó de Gabriel e Stella. É membro da Igreja Presbiteriana do Planalto.

O povo tem os políticos que merece

Os americanos elegeram o Bush, rapaz que ganhava dinheiro em cima do petróleo, e ainda fez a burrada de reelegê-lo. O dito cujo inventou uma guerra que fez disparar o preço do líquido negro…

Aqui em Maringá o povo também elegeu e reelegeu o nosso Bush. Só que o Bush daqui não tem empresas de petróleo, e sim empresa de tratamento de lixo. O que ele fez? Ele e sua corja de vereadores aprovaram uma taxa para tratamento do lixo onde todos nós (eleitores) pagaremos através da conta de água.

A pérola que vi na TV: a vereadora Dercy Gonçaves Edith Dias, braço direito do Bush maringaense, disse no principal canal de TV: “A população já paga tudo mesmo, agora vai pagar mais isso”.

Adivinhem se alguém está preocupado em tratar corretamente o lixo reciclável? Nem menção disso…

Ah, pensando em escrever esse post vi outra notícia que me deixou feliz: os belos deputados paranaenses aprovaram depois das 2h da manhã uma aposentadoria especial para eles mesmos, classificada na reportagem como uma segunda aposentadoria. Desde quando deputado é uma profissão? Alguém já se formou em Deputadologia? Quando o cara é eleito, em tese ele estaria abrindo mão de várias coisas para tratar do que é público. Isso não deveria dar aposentadoria ou etc…

Traje formal gera calor e gasto de energia

Há um tempinho recebo o Jornal do Senado. Nem tudo eu leio. Mas uma matéria me chamou a atenção e o título deste post é uma cópia do título da matéria (edição de 17 a 23/nov/2008).

O senador Gerson Camata (nunca tinha ouvido falar dele antes) está propondo o fim da obrigatoriedade do terno e gravata no senado, na câmara e em outras repartições (sempre fui a favor disso para qualquer emprego). Segundo ele, o gasto com ar condicionado em uma cidade quente como Brasília é um absurdo, por isso estão fazendo uma estimativa de quanto economizariam com a redução da potência do ar (aumento da temperatura).

A iniciativa foi inspirada no projeto Cool UN, da ONU, onde subiram a temperatura de 22 para 25 graus e, com isso, economizam US$ 1 milhão por ano e reduzem a emissão de dióxido de carbono. Claro que, para isso, “afrouxaram o código de vestimenta”.

Segundo Camata:

“Num país tropical como o Brasil, por que é que nós temos que nos vestir com traje europeu?”

Ainda, ele comentou sobre a questão de que as mulheres têm mais liberdade, e não por isso são menos sérias:

“Temos a Heloísa Helena, que se veste com calça jeans e uma camisa branca e não perde a dignidade. O que faz perder a dignidade é o nepotismo, a roubalheira, a sem-vergonhice.”

Não comentaram na reportagem, mas há um tempo eu já comento isso quando vou a um lugar “congelante” com a minha esposa: roupas elegantes para homens são quentes e para mulheres são frescas, porém sempre ajustam a temperatura para os homens.

Além disso, eu, que geralmente vou trabalhar de bermuda (morram de inveja), sei como o dia fica mais feliz e o trabalho flui melhor quando você não está sufocado. Não que isso vá fazer alguém no senado trabalhar…

Atualização: A minha esposa que me lembrou de um fato: com isso também dá pra economizar muito dinheiro cortando o “auxílio paletó” dos senadores/deputados…

Tem uma abelha no meu ouvido…

Tem uma abelha no meu ouvido há quatro anos. E ontem ela decidiu ficar por mais quatro anos.

A vantagem de se ter um prefeito eleito no primeiro turno é poder falar mal mais cedo, coisa que não poderia se estivesse em campanha.

Mas hoje não vou falar mal do prefeito, e sim falar de quem cometeu o crime de o deixar por mais quatro anos.

Se você é um desses, me responda uma coisa: você gosta da idéia de ter obras apenas de quatro em quatro anos? Ou será que gosta de escolas bonitas com baixa qualidade? Ou será que gosta de pagar um absurdo no preço do ônibus e acreditar quando o homem diz que baixou a passagem? Ou gosta de ter flanelinhas legalizados como uma segunda taxa de estacionamento municipal?

Só gostando dessas coisas para reelegê-lo…

Tem uma escola que foi reformada e reaberta há umas três semanas. Curiosamente a reinauguração só aconteceu na última quinta-feira, 3 dias antes da eleição. Dentre as novidades exibidas nessa escola está um laboratório de informática, com quatro computadores encaixotados e com a ordem de ninguém mexer até ano que vem. Com certeza, após baixar a poeira da eleição, os computadores serão recolhidos e a sala disponibilizada.

O consolo dessa eleição foi ver que alguns vereadores atuais vão começar a trabalhar, ou seja, nãao foram reeleitos. O fogueteiro, a Dercy Gonçalves… Espero que o TSE também não libere o presidente da câmara cassado…

(Acho que esse post poderia ter o título: “Desabafo”)

Você vota em um político pelas propostas?

Aqui em Maringá isso é impossível!

A exemplo do que aconteceu nas eleições de 2004, todos os candidatos a prefeito possuem as mesmas propostas. Um propõe algo; se soa bonito todos copiam. O mais engraçado é que várias propostas de hoje são as mesmas de 2004.

Dentre as propostas estão:

  • Escola em tempo integral;
  • Construção do contorno norte;
  • Construção do viaduto da Morangueira;
  • Acabar com o trânsito no centro;
  • Construir centenas de hospitais;
  • Votação direta para diretores nas escolas; e
  • A eterna promessa de dar um jeito no transporte coletivo.

O mais engraçado é que algumas promessas não são viáveis, e sim bonitas…

Escola em tempo integral

Isso é algo muito bonito nos Estados Unidos, onde as crianças entram às 9h e voltam em torno das 15h, almoçando lá. Aqui eles prometem escola das 7h às 18h (ou até às 20h). Será que dobrarão o espaço físico e o número de funcionários para que as crianças que já estudam de manhã e as da tarde possam ficar o dia inteiro? E as crianças? Será que elas vão agüentar esse peso de passar o dia inteiro na escola? Concordo que isso pode evitar que as crianças caiam no mundo das drogas, mas também não pode ser obrigatório a todas.

Eleições diretas para diretores

Também é muito bonito em um estado democrático, mas já pensaram no efeito da politicagem nas escolas? Professores não tão preparados, mas bons de lábia (ou até armações) para virarem diretores… Sem contar aquela politicalha de desfazer tudo da gestão anterior e etc… Por que não um plano de carreira que contemple essas questões ou uma forma de avaliação?

Guarda Municipal

Isso, na verdade, foi promessa das eleições passadas. Todos os candidatos insistiam nisso como a solução do mundo e agora ainda usam a guarda municipal nas promessas prometendo colocá-los para fazer uma coisa ou outra.

O que foi feito? Colaram um adesivo sobre a fachada da Guarda Florestal, transformando-a em Guarda Municipal. Coincidentemente, começando o período eleitoral colocaram cones na frente do QG da Guarda Municipal, obrigando a redução da velocidade para verem que ela realmente existe. Além disso, colocaram a Guarda Municipal para ajudar as crianças a atravessarem as ruas em frente aos colégios.

Acabar com a indústria de multas

Foi outra promessa de todos na eleição passada. O prefeito atual acabou com a indústria de multas. Como? Ele gastou todos os talões de multa possíveis. Ironia de lado, ele acabou simplesmente afirmando que NÃO existe indústria de multas, e sim que as infrações devem ser penalizadas.

Concluindo

Continuamos na velha tradição de não poder acreditar em políticos. Fique de olho…

Propaganda política nojenta

Ontem a minha esposa percebeu, quando parou o carro, que algum safado colou um adesivo de um candidato a prefeito aqui de Maringá no vidro traseiro. Para não criar problemas para o candidato em questão, não vou mencionar que era o Dr. Batista.

Acho nojenta essa forma de propaganda colando adesivos indiscriminadamente.

Um ano desses em que o Balbinotti foi candidato a deputado, eu estava descendo para a UEM quando reparei em um dos lacaios dele descia à minha frente colando adesivos do Balbinotti nas caixas de correio de todas as casas. Não tive dúvidas, ele foi colando e eu atrás descolando… Sou contra descolar adesivos políticos, mas não quando sei que o proprietário não consentiu com a colagem…

Naquele ano errei ao não denunciar essa prática. Quanto ao Batista, só não denuncio formalmente porque não vi quem colou…

Politicocracia

Infelizmente não vivemos em uma democracia (sistema onde o povo governa), mas sim em uma politicocracia. Pensei estar inventando este termo, mas o Google conhece várias páginas que já o usam.

Em nossa politicocracia não votamos em pessoas, votamos em rostos.

Como assim?

Nós conhecemos os políticos apenas pelos rostos que vemos nos santinhos e no horário político. E, infelizmente, o rosto provavelmente vai ser a única diferença dos candidatos eleitos para os anteriores: veremos rostos diferentes dizendo as mesmas barbaridades que ouvimos todos os anos.

Vivemos em uma politicocracia selvagem, que engole todos os que tentam fazer algo e os torna apenas políticos como todos os outros, conhecidos então como “Vossa Excelência” – título mais importante que o caráter. A regra é: fazer leis opostas às leis dos partidos de oposição e barrar as propostas de adversários, não importando as vontades e direitos do povo.

Aliás, quem é esse tal de povo? Acho que essa palavra só é lembrada em ano eleitoral.

Enquanto isso a politicocracia decide que figurões envolvidos com a podridão política não pode ser algemada, só os ladrões de galinha.

Então não há solução? Não vale a pena saber de política?

Pelo contrário. Saiba, conheça, investigue e não acredite em tudo o que eles dizem. Robin Willians, no filme The Man of The Year, disse: “Políticos são como roupas íntimas: devem ser trocados sempre e pelos mesmos motivos”.

A minha aposta é em uma renovação. Faça o possível para trocar todos os vereadores e prefeitos de sua cidade. E, acima de tudo, fique de olho neles.

Injustiça e incoerência

José Vitor que me desculpe, mas direito deveria ter outro nome… O que fazem não é algo direito.

Acabei de ver na TV que o Supremo liberou a candidatura de candidatos com a ficha suja “desde que não tenham sido condenados definitivamente”, ou seja, enquanto tiverem recorrendo podem ser candidatos.

Absurdo

Isso é um absurdo! Quando um juiz decide algo, a sentença foi dada. Cabe ao condenado recorrer para tentar mudar a situação. A situação não deve mudar apenas porque ele está recorrendo.

Aqui na minha cidade ocorreu o absurdo de pegarem o presidente da câmara de vereadores superfaturando a compra de notebooks, ele foi cassado e voltou dias depois por estar recorrendo. Adivinhem se o processo saiu do lugar… Quando político recorre de algo o recurso nunca é julgado e ele se aproveita dessa inércia para viver sua vida política numa boa.

Dois pesos, duas medidas

Li hoje que um blog teve que tirar parte do conteúdo do ar porque estava indo contra o que a lei eleitoral disse. Eles estão recorrendo. Eles podem voltar o conteúdo ao ar simplesmente porque estão recorrendo? NÃO! Isso a lei não permite…

Dúvida

Se um candidato que pode concorrer à eleição por estar recorrendo for eleito e então sair a condenação, vai ser destituído do cargo? Ou será que vão esquecer do assunto da ficha suja porque a eleição já vai ter passado?