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Tem uma abelha no meu ouvido…

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Tem uma abelha no meu ouvido há quatro anos. E ontem ela decidiu ficar por mais quatro anos.

A vantagem de se ter um prefeito eleito no primeiro turno é poder falar mal mais cedo, coisa que não poderia se estivesse em campanha.

Mas hoje não vou falar mal do prefeito, e sim falar de quem cometeu o crime de o deixar por mais quatro anos.

Se você é um desses, me responda uma coisa: você gosta da idéia de ter obras apenas de quatro em quatro anos? Ou será que gosta de escolas bonitas com baixa qualidade? Ou será que gosta de pagar um absurdo no preço do ônibus e acreditar quando o homem diz que baixou a passagem? Ou gosta de ter flanelinhas legalizados como uma segunda taxa de estacionamento municipal?

Só gostando dessas coisas para reelegê-lo…

Tem uma escola que foi reformada e reaberta há umas três semanas. Curiosamente a reinauguração só aconteceu na última quinta-feira, 3 dias antes da eleição. Dentre as novidades exibidas nessa escola está um laboratório de informática, com quatro computadores encaixotados e com a ordem de ninguém mexer até ano que vem. Com certeza, após baixar a poeira da eleição, os computadores serão recolhidos e a sala disponibilizada.

O consolo dessa eleição foi ver que alguns vereadores atuais vão começar a trabalhar, ou seja, nãao foram reeleitos. O fogueteiro, a Dercy Gonçalves… Espero que o TSE também não libere o presidente da câmara cassado…

(Acho que esse post poderia ter o título: “Desabafo”)

Você vota em um político pelas propostas?

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Aqui em Maringá isso é impossível!

A exemplo do que aconteceu nas eleições de 2004, todos os candidatos a prefeito possuem as mesmas propostas. Um propõe algo; se soa bonito todos copiam. O mais engraçado é que várias propostas de hoje são as mesmas de 2004.

Dentre as propostas estão:

  • Escola em tempo integral;
  • Construção do contorno norte;
  • Construção do viaduto da Morangueira;
  • Acabar com o trânsito no centro;
  • Construir centenas de hospitais;
  • Votação direta para diretores nas escolas; e
  • A eterna promessa de dar um jeito no transporte coletivo.

O mais engraçado é que algumas promessas não são viáveis, e sim bonitas…

Escola em tempo integral

Isso é algo muito bonito nos Estados Unidos, onde as crianças entram às 9h e voltam em torno das 15h, almoçando lá. Aqui eles prometem escola das 7h às 18h (ou até às 20h). Será que dobrarão o espaço físico e o número de funcionários para que as crianças que já estudam de manhã e as da tarde possam ficar o dia inteiro? E as crianças? Será que elas vão agüentar esse peso de passar o dia inteiro na escola? Concordo que isso pode evitar que as crianças caiam no mundo das drogas, mas também não pode ser obrigatório a todas.

Eleições diretas para diretores

Também é muito bonito em um estado democrático, mas já pensaram no efeito da politicagem nas escolas? Professores não tão preparados, mas bons de lábia (ou até armações) para virarem diretores… Sem contar aquela politicalha de desfazer tudo da gestão anterior e etc… Por que não um plano de carreira que contemple essas questões ou uma forma de avaliação?

Guarda Municipal

Isso, na verdade, foi promessa das eleições passadas. Todos os candidatos insistiam nisso como a solução do mundo e agora ainda usam a guarda municipal nas promessas prometendo colocá-los para fazer uma coisa ou outra.

O que foi feito? Colaram um adesivo sobre a fachada da Guarda Florestal, transformando-a em Guarda Municipal. Coincidentemente, começando o período eleitoral colocaram cones na frente do QG da Guarda Municipal, obrigando a redução da velocidade para verem que ela realmente existe. Além disso, colocaram a Guarda Municipal para ajudar as crianças a atravessarem as ruas em frente aos colégios.

Acabar com a indústria de multas

Foi outra promessa de todos na eleição passada. O prefeito atual acabou com a indústria de multas. Como? Ele gastou todos os talões de multa possíveis. Ironia de lado, ele acabou simplesmente afirmando que NÃO existe indústria de multas, e sim que as infrações devem ser penalizadas.

Concluindo

Continuamos na velha tradição de não poder acreditar em políticos. Fique de olho…

Propaganda política nojenta

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Ontem a minha esposa percebeu, quando parou o carro, que algum safado colou um adesivo de um candidato a prefeito aqui de Maringá no vidro traseiro. Para não criar problemas para o candidato em questão, não vou mencionar que era o Dr. Batista.

Acho nojenta essa forma de propaganda colando adesivos indiscriminadamente.

Um ano desses em que o Balbinotti foi candidato a deputado, eu estava descendo para a UEM quando reparei em um dos lacaios dele descia à minha frente colando adesivos do Balbinotti nas caixas de correio de todas as casas. Não tive dúvidas, ele foi colando e eu atrás descolando… Sou contra descolar adesivos políticos, mas não quando sei que o proprietário não consentiu com a colagem…

Naquele ano errei ao não denunciar essa prática. Quanto ao Batista, só não denuncio formalmente porque não vi quem colou…

Politicocracia

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Infelizmente não vivemos em uma democracia (sistema onde o povo governa), mas sim em uma politicocracia. Pensei estar inventando este termo, mas o Google conhece várias páginas que já o usam.

Em nossa politicocracia não votamos em pessoas, votamos em rostos.

Como assim?

Nós conhecemos os políticos apenas pelos rostos que vemos nos santinhos e no horário político. E, infelizmente, o rosto provavelmente vai ser a única diferença dos candidatos eleitos para os anteriores: veremos rostos diferentes dizendo as mesmas barbaridades que ouvimos todos os anos.

Vivemos em uma politicocracia selvagem, que engole todos os que tentam fazer algo e os torna apenas políticos como todos os outros, conhecidos então como “Vossa Excelência” – título mais importante que o caráter. A regra é: fazer leis opostas às leis dos partidos de oposição e barrar as propostas de adversários, não importando as vontades e direitos do povo.

Aliás, quem é esse tal de povo? Acho que essa palavra só é lembrada em ano eleitoral.

Enquanto isso a politicocracia decide que figurões envolvidos com a podridão política não pode ser algemada, só os ladrões de galinha.

Então não há solução? Não vale a pena saber de política?

Pelo contrário. Saiba, conheça, investigue e não acredite em tudo o que eles dizem. Robin Willians, no filme The Man of The Year, disse: “Políticos são como roupas íntimas: devem ser trocados sempre e pelos mesmos motivos”.

A minha aposta é em uma renovação. Faça o possível para trocar todos os vereadores e prefeitos de sua cidade. E, acima de tudo, fique de olho neles.

Injustiça e incoerência

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José Vitor que me desculpe, mas direito deveria ter outro nome… O que fazem não é algo direito.

Acabei de ver na TV que o Supremo liberou a candidatura de candidatos com a ficha suja “desde que não tenham sido condenados definitivamente”, ou seja, enquanto tiverem recorrendo podem ser candidatos.

Absurdo

Isso é um absurdo! Quando um juiz decide algo, a sentença foi dada. Cabe ao condenado recorrer para tentar mudar a situação. A situação não deve mudar apenas porque ele está recorrendo.

Aqui na minha cidade ocorreu o absurdo de pegarem o presidente da câmara de vereadores superfaturando a compra de notebooks, ele foi cassado e voltou dias depois por estar recorrendo. Adivinhem se o processo saiu do lugar… Quando político recorre de algo o recurso nunca é julgado e ele se aproveita dessa inércia para viver sua vida política numa boa.

Dois pesos, duas medidas

Li hoje que um blog teve que tirar parte do conteúdo do ar porque estava indo contra o que a lei eleitoral disse. Eles estão recorrendo. Eles podem voltar o conteúdo ao ar simplesmente porque estão recorrendo? NÃO! Isso a lei não permite…

Dúvida

Se um candidato que pode concorrer à eleição por estar recorrendo for eleito e então sair a condenação, vai ser destituído do cargo? Ou será que vão esquecer do assunto da ficha suja porque a eleição já vai ter passado?

Boas notícias para Maringá

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O atual prefeito e 10 dos 15 atuais vereadores tiveram suas candidaturas impugnadas.

Não sei se vão conseguir reverter ou não, mas isso já dá uma boa idéia de como anda a política da cidade…

Fonte: Rigon

Internet for Políticos

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As pessoas na área de informática geralmente conhecem aquela série de livros “for dummies”. Poderiam criar um nível inferior de livros de informática “for políticos”.

Nos últimos dias estamos vendo os políticos decidirem “barbaridades” a respeito da internet sem saber do que se trata. Por exemplo:

  • Estão tratando a Internet como se fosse televisão, proibindo que sites políticos estejam no ar no dia da eleição. Segundo o Sérgio Amadeu, “Um dia antes das eleições, você pode receber uma carta pelo correio contendo as cédulas com o número do candidato. Você pode usar uma camiseta com o nome e o número de seu vereador no próprio dia da votação. Você pode ir ao comitê do seu candidato para pegar o número dele ou um folheto qualquer para levar para sua amiga ou amigo, também no dia do pleito. Entretanto, os candidatos não podem manter seus sites no dia das eleições.”
  • Estão restringindo os blogs (até pessoais) sobre o que escrever ou não sobre política, como se fossem parte da imprensa. Por que devemos cumprir as obrigações de imprensa mas não podemos usufruir dos benefícios que a imprensa tem? (Não que eu queira atuar como imprensa, mas não queria pagar por isso). Segundo o Efetividade.net, “Mesmo quem tem um blog pessoal, com poucos acessos, deve tomar alguns cuidados, advertem os advogados.”
  • Precisa falar da Lei Azeredo? Só uma citação do PSL-Brasil: “Evidentemente, fico feliz que uma pessoa envolvida com o Valerioduto me considere um cidadão de má-fé por apontar a ignorância de um projeto do Senado, com o único objetivo de manter o Brasil ao menos na lanterna do mundo civilizado em termos de acesso às redes digitais. Fica mais chato para o Azeredo chamar um cidadão de “pessoa de má-fé” em um e-mail endereçado a outros senadores.”

Fico pensando, se os políticos empregam milhares de cabeças-de-bagre como assessores e os tornam milionários, será que não seria interessante decretar que cada político tivesse que contratar pelo menos um cabeça-de-bagre assessor que entendesse de informática. Talvez a pessoa ter uma capacitação justificasse um pouco o absurdo que eles ganham.

Falando nisso, recomendo muito que assistam ao filme Man of the Year (que algum político conseguiu fazer com que traduzissem para “Candidato Aloprado”, fazendo cair o interesse pelo filme por parecer nome de filme da sessão da tarde), que é um filme excelente com o Robbin Willians interpretando um comediante que é eleito como presidente dos EUA. Nota: o filme traz uma crítica interessante às urnas eletrônicas.

A Internet está se movimentando, mas os políticos, aparentemente, não querem dar atenção. Nosso papel é não parar de falar e aproveitar o ano eleitoral para trocar todos os políticos que conseguirmos.

Senado Federal: justificativa!

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Muita gente está espantada com o caso do <ironia>enorme</ironia> banner que o senado está pagando 48mil/mês para que seja exibido…

Mas a justificativa é simples. Pense bem, qual o preço você aceitaria para acabar com a credibilidade se seu site ligando ele ao site do senado através de um banner? Afinal, “dize-me com quem linkas que eu te direi se acredito em você”…

Bom, deixando a brincadeira de lado, se você não sabe sobre esse absurdo, veja os links abaixo (aproveitei a lista que o Terramel fez):

Começou a festa…

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Baseado em minha experiência pessoal das últimas eleições, quero deixar uma dica:

Se você vir um carro todo adesivado com o nome de um candidato, dê passagem. Esses são os mais barbeiros…